Novas recomendações crianças e tempo de ecrã

Novas recomendações crianças e tempo de ecrã

Quanto tempo deveremos deixar as crianças interagir com um ecrã seja ele de televisão, computador, tablet ou smartphone?

Little girls playing on a tablet computing device - laying on the floor

Como tornar a relação das crianças com os ecrãs mais saudável?

Para dar uma resposta a esta questão tão pertinente e atual, a Academia Americana de Pediatria (AAP) emitiu novas diretrizes, que têm como objetivo ajudar as famílias a refletir sobre a sua relação com os ecrãs, assumir um papel mais ativo e garantir que as crianças possam crescer e desenvolver comportamentos saudáveis.

Até agora as recomendações eram genéricas, limitavam a utilização dos ecrãs (televisão, portátil, computador, telemóvel ou tablet) a duas horas diárias, para crianças com idades acima dos 24 meses. Sem especificar fatores como idade ou tipo de conteúdos acedidos.

Numa série de artigos publicados dia 20 de Outubro de 2016, na revista científica Pediatrics, a AAP reviu significativamente o seu pensamento sobre o assunto e publicou uma ferramenta interativa on-line para que as famílias possam definir o seu próprio plano, designado Family Media Plan.

Partindo do princípio de que o tempo de interação com um ecrã, não é todo igual, a APP, começou por fazer a distinção entre entretenimento e conteúdo educativo.

 

O que significa que os pais podem ser um pouco mais condescendentes, quando a utilização dos ecrãs, responde a uma necessidade decorrente de um trabalho de casa, consulta na Wikipedia, ou de uma lição da Khan Academy.

 

Que devem sim, limitar o uso dos ecrãs com fins de entretenimento, como media sociais, jogos de vídeo, televisão, e serviços de streaming.

 

Para as crianças e adolescentes em idade escolar, a AAP diz que é importante equilibrar o uso dos media com outros comportamentos saudáveis, e que os problemas começam quando o tempo de tela excessivo interfere com experiências críticas à aprendizagem, tais como atividade física, exploração real e interação social cara a cara.

 

Para crianças mais novas, a AAP recomenda que as crianças com idade inferior a 18 meses não tenham qualquer interação com ecrãs, com exceção no caso de aplicações como o Skype e FaceTime, que podem utilizar para por exemplo conversar com familiares distantes.

 

Entre os 18 e 24 meses, a APP sugere que as crianças possam ser introduzidos aos meios digitais, de qualidade, na presença dos pais, que a devem ajudar a entender e integrar a experiencia.

 

Para crianças entre os dois e cinco anos, à semelhança das anteriores, deverão ver a sua interação limitada  a programas de alta qualidade, e o tempo de interação não deverá ultrapassar uma hora por dia e sempre com a presença dos pais.

 

A partir dos 6 anos, as crianças devem ter “limites consistentes”, relativamente ao tempo e tipo de utilização. O tempo de ecrã, não deve em momento algum, perturbar o sono, atividade física bem como a adoção de outros comportamentos saudáveis.

 

Por último, a AAP diz que os pais devem estabelecer momentos livres de ecrã para toda a família, como  por exemplo durante o jantar ou durante a condução, e criar zonas de acesso restringido, como os quartos.

 

Tradução adaptada do artigo de George Dvorsky, no blog Gizmodo.

 

Para consulta dos artigos da revista Pediatrics (1, 2, 3)

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