Opinião dos pais face ao uso tecnologias

Opinião dos pais face ao uso tecnologias

Fomos ler um estudo realizado nos EUA, no país onde a utilização dos Tablets está mais disseminada, com o objetivo de percebermos qual a opinião dos pais acerca da utilização destas e outras tecnologias na educação dos seus filhos.

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O iPad, o Tablet mais popular no mercado, campeão de vendas nos Estados Unidos, está disponível nas casas de muitas famílias e em muitas escolas, há mais tempo que no nosso país, por isso, as nossas expectativas eram altas, que impacto a sua utilização tem tido ao nível da educação das suas crianças?

No estudo, foram entrevistadas 1,577 famílias (americanas, afro-americanas e hispânicas), pais de crianças com idades compreendidas entre os dois e os dez anos de idade.

Verificou-se que hoje em dia, as crianças tem disponíveis em casa um leque muito grande de dispositivos: televisão (98%), consolas de vídeo-jogos (76%), smartphones (71%), tablets (55%), consolas portáteis (50%), entre outros…

Primeiro foi analisado o tempo total que as crianças despendem por dia com esses dispositivos e posteriormente a proporção de tempo gasto com conteúdos educativos, lazer/entretenimento.

Apurou-se que as crianças passam mais tempo a ver programas educativos que passam na TV do que a interagir com aplicações educativas encontradas nos Tablets.

Que os pais consideram que quase metade do tempo que as crianças passam à frente de um ecrã é educativo.

Que em média, por dia, as crianças consomem cerca de 1 hora com conteúdos educacionais, mas que o mesmo ocorre com mais frequência nas crianças com idades mais baixas.

À medida que as crianças crescem, a quantidade de tempo que passam à frente de um ecrã sobe, mas a percentagem de tempo que passam a consumir conteúdos educativos decresce de 78% para 27%.

Surpreendentemente, os pais mostraram mais recetividade e confiança em programas televisivos infantis que em computadores ou em Tablets.

Com exceção da disciplina da matemática, a televisão ganhou em todas as outras categorias (cognitivas, leitura/vocabulário, competências sociais, hábitos de vida saudável, ciência, arte e cultura).

Apesar do enorme potencial, ainda existem muitos obstáculos, preconceitos e falta de informação acerca da utilização dos Tablets para fins educativos.

Os pais continuam a valorizar mais a televisão como fonte de aprendizagem.

Um dos motivos apontados para esta perceção prende-se com décadas de investimento e marketing à volta da produção de programas educativos na televisão, e ao facto de ter sido esse o modelo que os pais tiveram na sua aprendizagem enquanto crianças.

Por outro lado a algum desconhecimento geral, os pais, parecem estar mais familiarizados com a componente lúdica de entretenimento das aplicações, que da sua componente educativa. Referiram dificuldades na pesquisa de conteúdo aplicações relevantes e falta de apoio especializado na área.

E para finalizar, o seu próprio estilo de vida.

Muitos alegam falta de tempo, necessidade de relaxar, de concluir afazeres domésticos, e confidenciam, que nas suas casas, que o Tablet tem sido oferecido à criança para brincar de forma autónoma, sem a necessidade constante da atenção do adulto, no fundo para permitir às famílias terem algum tempo para si.

Conclusões

Para que os dispositivos móveis possam traduzir todo o seu potencial em aprendizagens efetivas, é imprescindível mudar a mentalidade dos pais, dos educadores, dar-lhes mais informação, partilha de experiências e recursos.

Encorajar as famílias a partilhar os momentos passados à frente do ecrã.

As crianças quando estão sozinhas dificilmente se concentram apenas numa aplicação, à mínima dificuldade ou dúvida, fecham-na e iniciam uma outra que já dominam, mais acessível, acedem à Internet, visualizam programas de televisão ou vídeos no youtube.

A presença dos pais é fundamental para selecionar, introduzir, reforçar, explicar conteúdos educativos.

É necessário compreender porque é que as crianças de idades mais baixas estão mais disponíveis para aprender através de aplicações educativas, e as mais crescidas, a optar com mais frequência por jogos de entretenimento, lazer, acesso à Web e a redes sociais.

Continuar a apostar no desenvolvimento e divulgação de aplicações, que possam de forma lúdica, interativa, cativante, apelar ao desenvolvimento não só curricular, mas pessoal, social e cultural das crianças e adolescentes de todas as faixas etárias.

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Fonte joanganzcooneycenter.org

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